12 de novembro de 2009

A reforma eleitoral e a internet


 




Sancionada no dia 29/09 pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a Lei nº 12.034/2009 institui novas regras para as eleições no País. O texto alterou vários pontos do atual sistema eleitoral brasileiro, acrescentando a utilização da internet nas campanhas eleitorais, permitindo seu uso para a propaganda política e também para arrecadar recursos, inclusive por meio de cartão de crédito.

Pelas regras, que já valem para 2010, os candidatos poderão oficialmente pedir votos por meio da internet a partir de 6 de julho do ano das eleições e durante todo o período eleitoral, inclusive no dia da eleição, ficando livre a manifestação de pensamento, mesmo antes da campanha e até o seu final, ressalvado o direito de resposta e a proibição do anonimato. O direito de resposta se dará no local, tamanho e outros elementos usados na ofensa, ficando disponível para acesso pelo dobro do tempo em que esteve a mensagem considerada ofensiva.

As páginas da internet poderão pertencer aos candidatos, partidos políticos ou coligações, desde que o endereço seja comunicado à Justiça Eleitoral e hospedado, direta ou indiretamente, em provedor estabelecido no Brasil.

A propaganda política poderá ocorrer através do site do candidato, partido ou coligação, além de blogs, redes sociais e mensagens instantâneas, podendo seu conteúdo ser gerado por iniciativa de qualquer pessoa. Será vedada, ainda que gratuitamente, a veiculação de propaganda eleitoral em páginas de pessoas jurídicas ou oficiais da União, estados e municípios.

Conforme o texto da lei, os candidatos poderão usar "outros meios de comunicação interpessoal mediante mensagem eletrônica" durante a campanha eleitoral. Enquadrando, neste caso, as mensagens enviadas por celulares.

Para coibir o uso de spam (mensagens automáticas de propagandas indesejadas), a lei determina que as mensagens tenham mecanismo que permita ao destinatário pedir seu descadastramento, obrigando o remetente a providenciá-lo no prazo de quarenta e oito horas. Ficando, ainda, proibida a doação, venda ou cessão de banco de dados eletrônicos.

Sem prejuízo das demais sanções legais cabíveis, será punido, com multa de cinco a trinta mil reais, quem realizar propaganda eleitoral na internet, atribuindo indevidamente sua autoria a terceiro, inclusive a candidato, partido ou coligação.

Outra alteração da reforma foi na questão dos debates eleitorais em rádio e TV, em que as emissoras, apesar de continuarem a ser obrigadas a convidar todos os candidatos, poderão realizá-los com a concordância de 2/3 deles. Já os sites estão livres para a realização de debates.

Artigo a destacar diz sobre a propaganda eleitoral antecipada, não sendo considerada como tal a participação de filiados e pré-candidatos em entrevistas, programas, encontros e debates no rádio, televisão e internet, inclusive com a exposição de plataformas e projetos políticos, nem bem como a divulgação de atos parlamentares e debates legislativos, desde que não haja pedido de votos.

Alguns pontos, contudo, dependerão de instruções a serem dadas pelo TSE, como, por exemplo, sobre os formulários eletrônicos para as doações online, delimitando seus instrumentos e ações. Mas o certo é que o grande ponto da reforma, sua maior inovação, foi, sem dúvidas, a liberação do uso da internet nas campanhas. Este novo meio de se fazer propaganda e de arrecadar fundos, testado e aprovado nas eleições de 2008 nos Estados Unidos, pelo presidente Barack Obama, mudará completamente o cenário político-eleitoral nos próximos anos, onde a internet será fator preponderante e fundamental nas estratégias de qualquer candidato a cargo público.

As ferramentas digitais disponíveis serão de grande valia para angariar apoios e votos, mas devem ser bem utilizadas, por meio de estratégias definidas a fim de atingirem ao que se pretende. Portanto, equipes específicas para esta finalidade deverão cada vez mais fazer parte do antes, durante e depois das campanhas eleitorais. Algumas estratégias e uso da internet no marketing político e eleitoral serão tratados nos próximos artigos

Marcos critica companheiros e diz que falta personalidade para o grupo


Goleiro diz que se time perder o título, será uma das maiores frustrações da carreira
Julyana Travaglia e Marcelo Prado São Paulo

O empate por 2 a 2 com o lanterna Sport expôs as fragilidades do Palmeiras na reta final do Campeonato Brasileiro. E o goleiro e capitão Marcos não economizou nas críticas sobre os companheiros, que deixaram muito a desejar em campo. Para ele, falta personalidade para alguns jogadores, que são burocráticos e não entendem o significado de vestir a camisa do Verdão.

- Tem gente aqui que acha que quando chega no Palmeiras, vai ganhar 40, 50 mil por mês, vai pegar menininha na rua e pronto? Tem de mostrar coragem. Se tem personalidade de fazer um filho, tem de ter personalidade para suportar a pressão. Jogador de 20, 21 anos, encara isso aqui como uma passagem. Afinal, se o cara não ganhar título no Palmeiras, sai daqui e vai para o Grêmio, Corinthians, etc. E eu, com 36 anos, não posso ficar quieto ao ver essa chance de título escapar das nossas mãos. Se perdemos esse título, será uma das maiores frustrações da minha carreira – ressaltou.

Marcos seguiu batendo duro nos companheiros.

- Sou capitão do time e procuro sempre me manter calmo. Aí, quando a coisa não dá certo, todo mundo passa correndo e eu fico aqui dando entrevista. Eu estou me cansando disso. Quando comecei a jogar no Palmeiras, fui cobrado desde o primeiro instante. Todos pegavam no meu pé. Eu vou me dedicar até o final. Mas não posso falar pelos outros - disse.

Sobre a partida, o camisa 12 criticou a desorganização mostrada pelo time no primeiro tempo.

- É sempre a mesma história. Isso já aconteceu nas partidas contra Náutico, Avaí, Santo André. Vai todo mundo para frente para marcar o gol e fica um buraco na defesa. Não adianta vir aqui e culpar só a defesa. Eu canso de falar que temos 90 minutos para buscar o gol e que o primeiro a ser feito é marcar bem. Mas não adianta – reclamou o camisa 12.

O goleiro seguiu batendo forte dizendo que já fez de tudo para motivar os companheiros. E, sem citar nomes, deixou claro que falta personalidade para alguns jogadores nos momentos decisivos.

- Faz três meses que eu faço de tudo para motivar os jogadores. Já xinguei, gritei, passei a mão na cabeça, fiz carinho. Tentei de tudo, mas a coisa não muda. Jogar no começo do Campeonato Brasileiro de pontos corridos é fácil. Mas é na hora que precisa que a gente vê quem tem personalidade e quem não tem – concluiu.

10 de novembro de 2009

Testemunho do jogador Kaká – Pregando na igreja

Testemunho do jogador Kaká – Pregando na igreja

Marketing Político

Introdução

O Marketing Político vem se consolidando cada vez mais como peça fundamental no processo eleitoral. Estes são as técnicas e conceitos mais modernos e eficazes, garantindo uma campanha estruturada, marcante e eficiente.


Uma campanha de marketing político

A eleição


É impossível pensar em eleições, nos dias de hoje, sem pensar numa estrutura de marketing atuando em todos os segmentos do eleitorado.

Propaganda eleitoral deixou de ser apenas o ato de imprimir alguns milhares de folhetos coloridos e pichar os muros da cidade com o nome do candidato.

As campanhas eleitorais deixaram de ser intuitivas e se tornaram racionais, os palpites gratúitos cederam lugar à pesquisa; os temas principais, com determinadas palavras-de-ordem, aparentemente corretas mas aleatórias, agora têm origem em slogans com conceito e estratégia. Enfim: a propaganda política deixou para trás o amadorismo para se tornar profissional.

Comparando com campanhas de produtos e serviços: de um lado está o produto/serviço; do outro, o mercado consumidor. Na campanha eleitoral, de um lado o candidato e do outro os eleitores.

Existem alguns requisitos básicos para o sucesso de uma campanha eleitoral:

1. a existência de planos estratégicos, de orientação geral e detalhamento de atividades, tempo e recursos;

2. a existência de mão-de-obra especializada em propaganda;

3. a existência de um monitoramento durante todo o processo


O Marketing Político

Marketing Político são todos os recursos utilizados na troca de benefícios entre candidatos e eleitores.

Esses benefícios, no sentido candidato-eleitores seriam, essencialmente, as promessas, as vantagens do candidato e a sua linha de comunicação. No sentido oposto, ou seja, eleitores-candidatos, são os votos e as informações necessárias para obtê-los.

Alguns elementos compõem o quadro de planejamento de uma campanha de marketing político:

1. o meio ambiente em que se realiza a campanha eleitoral e que vai proporcionar oportunidades e ameaças ao sucesso de um candidato;

2. a administração da campanha eleitoral, que é a sua principal força de vendas, formada pelo próprio candidato, o seu partido político e os grupos de interesse alinhados com a sua candidatura;

3. o conceito de produto, que é a filosofia política do candidato, a escolha de temas específicos a serem tratados e a definição de suas posições a propósito dos temas. Além da formulação e da adoçäo de um estilo pessoal que conserve e amplie suas qualidades.

4. canais de comunicação e distribuição, que envolvem decisões e ações a respeito da utilização de mídia de massa e seletiva, aparições voluntárias, auxílio voluntário e partidário;

5. segmentos de eleitores diferenciados;

6. acompanhamento e revisão contínua e sistemática de resultados que impliquem em reorientação da campanha.

Além dos eleitores propriamente ditos, há outros grupos que precisam ser estimulados, tais como o partido político, os contribuintes da campanha eleitoral e os grupos de interesse alinhados à candidatura. Para isso, a Assessoria Política da campanha deverá canalizar de maneira adequada o seu potencial em função das necessidades imediatas.

O Candidato

O candidato obtém preferências com base:

no seu nome
no seu talento pessoal em dar início a uma reação emocional
na sua habilidade em utilizar a m’dia de massa
na sua capacidade de se projetar.
Além disso, há todo um processo de desenvolvimento pelo qual o candidato deve passar:
apresentar uma personalidade bem definida. Como acontece com os produtos, uma imagem de qualidade;
ainda na comparação com o marketing de produtos, deve identificar-se com uma instituição que lhe dê apôio e credibilidade: a própria inscrição partidária;
definida a personalidade e colocada esta dentro de um contexto de organização (o partido), o candidato deverá impor a sua marca (o seu nome).
Em resumo, o candidato deve:

planejar formalmente a sua estratégia de campanha, sua postura diante dos problemas, sua propaganda, suas aparições, sua base para a obtenção de fundos, sua monitoria da situação, seus objetivos, sua alocação de recursos e o tempo de que dispõe para obter a aprovação dos eleitores;
construir uma forte organização de ações, capaz de reforçar, durante todo o processo, as posições assumidas durante a campanha eleitoral, sem que ocorra a perda de campos já conquistados.
O candidato e o partido

A importância do partido político no universo do candidato deve ser medida dentro dos seguintes parâmetros:

o partido está para o candidato como a empresa para o produto. Ele significa um sistema que detém um conjunto de recursos para atingir os eleitores. Assim, como não existe produto sem uma empresa que identifique a sua origem, não existe candidato sem partido.
o partido, então, pode ter uma imagem que acrescente ou subtraia. Porisso, é importante saber se o partido agrega imagem positiva ao candidato, assim como o nome de uma empresa de prestígio no mercado acrescenta prestígio a um produto.
Os componentes do marketing político

1. A Pesquisa de Mercado

A pesquisa de mercado procura descobrir o que vai ao encontro dos interesses do eleitor, identificando as suas necessidades, seus desejos e seus valores. Com isso, o candidato pode desenvolver estratégias com uma margem de erro muito menor.

Numa campanha eleitoral, devem ser pesquisados o tamanho do mercado e a sua segmentação, o que qualifica o eleitor, o potencial deste mercado com base em padrões históricos de voto, a opinião dos eleitores em torno de assuntos importantes e sobre posições assumidas.

O resultado da pesquisa pode determinar o próprio conteúdo da mensagem do candidato.

2. O conceito e a estratégia do candidato

O que vincula um eleitor a um candidato é a imagem deste último.

Esta imagem, mesmo quando já existente, pode ser planejada e trabalhada. Por outro lado, é preciso ficar atento a como o eleitor está percebendo esta mensagem. Isto precisa ser sistematicamente conferido.

A imagem planejada de um candidato deve conceituar adequadamente sua maneira de se vestir, suas maneiras, suas declarações e o conjunto das suas ações. O objetivo é que o candidato tenha uma aparência e um comportamento que correspondam à percepção e aos desejos do eleitor.

Para conceituar o candidato e definir sua estratégia:

definir, com base em pesquisa de mercado, um tema para o candidato, em torno do qual o interesse do eleitor será construido.
identificar os principais problemas e a maneira como são encarados e sentidos pelos eleitores;
excluir os conceitos não desejados em razão da personalidade e dos antecedentes do candidato;
testar o conceito escolhido através de pesquisas periódicas;
decidir sobre a adoção de mais de um conceito, sendo um principal e outro, ou outros, secundários, desde que plenamente compatíveis.
3.Estratégia de Comunicação

O conceito do candidato é a base para o plano de comunicação da campanha.

Para um programa de propaganda paga ou gratúita, devem ser tomadas as seguintes providências:

definir a mensagem básica da campanha
definir a melhor maneira de apresentar visualmente o candidato;
definir as pesquisas que serão veiculadas;
definir os veículos adequados para a veiculação;
elaborar os programas orçamentários de produção e veiculação da campanha, que devem ser detalhados toda semana até a data de realização das eleições.
Paralelamente, deve ser desenvolvido um programa de aparições pessoais do candidato. Este programa deve ser controlado pela Assessoria Política.

É preciso ficar atento, neste programa, para as limitações de tempo do candidato. É bom lembrar que o candidato tem, ainda, a responsabilidade de motivar o partido, seus cabos eleitorais e os eleitores comprometidos com a campanha.

4. Programa de Trabalho Voluntário

Inúmeras pessoas devem ser treinadas para compor grupos de trabalho voluntário na campanha.

Entre as tarefas do trabalho voluntário estão as de preparação de eleitores e auxiliares, a participação como oradores para platéias específicas, o envio de malas-diretas, o levantamento e registro de votos, o transporte e alimentação dos eleitores no dia das eleições, entre muitas outras funções.

Para que a Assessoria Política consiga gerenciar bem o trabalho voluntário, deve:

valorizar o partido como centro de decisões
estar sempre motivando os colaboradores;
estabelecer objetivos e metas para a equipe voluntária;
estabelecer um sistema de controle de realizações;
treinar o pessoal e acompanhar de perto o seu trabalho

http://www.umacoisaeoutra.com.br/marketing/mktpol.htm

FERIADO DA CONSCIÊNCIA NEGRA GERA POLÊMICA EM GOIÂNIA





09/11/2009 11:19

Lei 8.786 que institui o recesso municipal de 20 de novembro é questionada por segmentos da sociedade



Instituído pela Lei 8.786, de 17 de abril de 2009, o feriado municipal de 20 de novembro, em comemoração ao Dia de Consciência Negra, tem sido alvo de inúmeras polêmicas. Uma delas surgiu com a decisão do juiz Jesus Crisóstomo de Almeida, da 2ª Vara Federal, que derrubou o feriado para os setores de comércio e serviços da Capital. A sentença foi motivada pelos argumentos apresentados pela Federação do Comércio em Goiás (Fecomércio), que é contrária a paralisação das atividades.



Já o procurador-geral da Justiça, Eduardo Abdon Moura, questiona a legalidade do feriado. Segundo ele, a Lei 8.786 viola legislação que prevê que feriados civis são declarados apenas por lei federal. Isso significa que o município pode dispor somente sobre feriados comemorativos de sua fundação ou religiosos. Isso fez com que Eduardo Abdon protocolasse uma Ação Direta de Inconstitucionalidade, com pedido de liminar, no Tribunal de Justiça de Goiás (TJ-GO), contra o município de Goiânia.



Por outro lado, os vereadores Santana Gomes (PMDB) e Gari Negro Jobs (PSL) defendem o recesso. Santana frisa que a comemoração é uma justa homenagem àqueles que muito lutaram pelo desenvolvimento do país, do Estado e do município. Além disso, acusa empresários de racismo e ganância. Ele garante que irá conclamar os negros em Goiânia e simpatizantes da causa a não fazer compras no dia 20. Enquanto isso, Jobs afirma que, se necessário, irá recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) na tentativa de manter a Lei.



O parlamentar acredita que existe um 'racismo branco' e humor exaltado quanto ao feriado. “É um projeto da Câmara Municipal, que derrubou um veto do Prefeito de Goiânia. Não é um projeto meu nem de ninguém, mas de todos”, diz. Jobs afirma que se perdurar a argumentação de que o feriado fere a lei, pretende propor o rodízio comemorativo de datas na Capital. “Aí sim veremos se as dificuldades impostas para o dia 20 de novembro são aspectos legais ou artimanha preconceituosa para impedir os festejos de uma raça - diga-se de passagem, de uma etnia espoliada e explorada por séculos.”



Lei 8.786



A Lei 8.786 foi proposta pelos ex-vereadores Marina Sant´Anna e Serjão, ambos do PT, e aprovada na legislatura passada, mas foi vetada pelo prefeito Iris Rezende Machado no início de 2008. Porém, no dia 24 de março deste ano, os vereadores derrubaram o veto do Executivo e mantiveram o

COMISSÃO DE VEREADORES ANALISARÁ DENÚNCIAS CONTRA COMANDO DA PM

militarismo


05/11/2009 13:53

A Mesa Diretora da Câmara instituiu hoje, uma Comissão Temporária para apurar denúncias feitas pelo vereador Major Araújo (PRB) contra atos do Comandante do Policiamento da Capital-CPC- Coronel José Divino Cabral.



Segundo Araújo, que é também presidente da Associação dos Oficiais da Policia Militar e Corpo de Bombeiros, “os membros da corporação vêm sofrendo vários tipos de pressão. A ditadura militar continua existindo dentro dos quartéis, afirmou o parlamentar, da tribuna da Câmara, dizendo que os militares estão sofrendo represálias quando participam de reuniões e manifestações pacíficas em busca de melhores condições de trabalho”.



De acordo com o vereador, o Comando da Policia Militar proibiu os policiais de falar com qualquer político, durante o horário de trabalho, o que deixou indignados os vereadores presentes à sessão.”Isso, disse Elias Vaz (PSOL) é um ato de intolerância e também de abuso de poder, que não podemos aceitar.Já Djalma Araújo (PT) acrescentou que “a democracia ainda não chegou aos quartéis, principalmente na cabeça dos comandantes.”O vereador Bambu, defendeu o Comandante e sugeriu a formação da comissão para esclarecer a questão, o que foi prontamente aceito pelo vereador Anselmo Pereira (PSDB), que estava exercendo a presidência dos trabalhos.



Denúncias



Araújo iniciou seu discurso na tribuna, elogiando o trabalho dos militares e falando das dificuldades enfrentadas pela corporação no exercício de suas funções. O vereador revelou que segundo a Conferência Nacional de Segurança Pública-CONSEG, realizada em agosto último em Brasília, 69% dos policiais brasileiros afirmaram que já se sentiram humilhados ou pressionados por seus superiores.Existem inclusive casos de suicídio e de tentativas entre os militares que não suportam as pressões, declarou o major.



“Aqui em Goiânia, além das 44 horas semanais de trabalho, os policiais são obrigados a fazer horas extras e a freqüentar Academias de Ginástica nos horários de folga, do contrário não são indicados para promoções,” afirmou o presidente da Associação. Realizamos no mês de Maio passado, uma manifestação pacífica, reivindicando melhores salários e a realização de concurso público já que o último aconteceu há quatro anos e os policiais reclamam de sobrecarga de trabalho, lembrou o parlamentar.



A partir desta manifestação, começaram as represálias, afirmou Araújo. “Tive que responder a um inquérito , fiquei suspenso por 40 dias, meu irmão foi transferido para o interior, e a P2 passou a me fotografar e fazer relatórios de todos os meus atos, inclusive uma reunião da Igreja Batista, na qual fiz uma palestra para menores e apesar de ter enaltecido o trabalho da Policia Militar, à qual pertenço, fui injustamente acusado no relatório de denegrir a imagem da corporação”, disse o major.



Estas e outras denúncias foram entregues pelo vereador à Mesa Diretora da Casa, que prometeu encaminhá-las à Comissão de Direitos Humanos da Câmara, além de instituir a Comissão formada pelos vereadores: Maurício Beraldo e Anselmo Pereira (PSDB), Elias Vaz (PSOL), Djalma Pereira (PT) e Fábio Caixeta (PMN) e Alfredo Bambu (PR) para o mais rápido possível conseguir uma audiência com o Comandante do Policiamento da Capital, coronel Cabral, para esclarecimento das questões apontadas pelo vereador Major Araújo.

(Silvana Brito)

9 de novembro de 2009

A arbitragem no futebol brasileiro


Não é de hoje que venho alertando para o baixo nível da arbitragem brasileira, onde a falta de critério, má conduta, ou mesmo "ruindade" dos árbitros, acabam por fabricar resultados inesperados de certas partidas.

Sempre aparece um "soprador de latinha" que não mede esforço em aplicar cartão vermelho por uma falta, talvez nem violenta e, depois, amarela outro e com medo de aplicar o vermelho, leva na conversa. É a técnica do "jeitinho brasileiro", essa porqueira que atravessa séculos em terras tupiniquim. Árbitro não tem que conversar com jogador, sua linguagem é o cartão: amarelo ou vermelho, partiu para a conversa, claro, está fazendo média.

Agora a grande mídia está dando o grito, afinal, clubes paulistas e cariocas estão se sentindo prejudicados pelas arbitragens, seja por incompetência ou falta de conhecimento das regras. O certo é que falta um critério para uniformizar ou pelo menos tentar a uniformização da arbitragem. Ao final o clube prejudicado, grita, esperneia e acaba ficando no prejuizo e, ele, o homem do apito, passa impune. Até parece que o juiz, soprador de latinha, também é imune de punição, igual aqueles gravatinhas lá do Congresso Brasileiro.

Eta Brasil difícil. Nem o futebol escapa da corrupção